| Fonte: Sign
Design
Luiz Renato Roble*
Você já deve ter notado ou pelo menos sentido
que algumas lojas apresentam um visual agradável, com
um poder sobrenatural que envolve e convida as pessoas a conhecê-las,
enquanto outras aparentam ser frias ou por demais quentes,
que acabam afastando o desejo de permanecer no interior delas,
ou pior, de se entrar nelas.
Talvez você não tenha se dado conta, mas esse
poder sobrenatural, atraente ou repelente, atende pelo nome
de iluminação. Veja a seguir sete pontos básicos
que fazem a diferença entre a loja que apresenta um
ambiente agradável e vendedor, e outra que apenas tem
luzes acessas:
1. Tão importante quanto o que se expõe é
como se iluminam os produtos expostos e o ambiente em que
eles estão expostos. Pode-se dizer que a iluminação
é a grande responsável pela aura de uma loja
ou de qualquer outro ambiente comercial. É uma pena
que a maioria dos lojistas ainda não descobriu isto.
2. O uso exclusivo de lâmpadas frias torna qualquer
lugar uma geladeira. Isso acontece porque o excesso de luz
branca não destaca os produtos, não valoriza
suas cores e torna o ambiente impessoal. Existem pontos-de-venda,
como farmácias, mercearias, açougues e supermercados
que tradicionalmente abusam da utilização de
lâmpadas frias, enquanto outros já evoluíram
no quesito ambiente vendedor e arriscam algo diferente.
3. O uso absoluto de lâmpadas quentes faz com que o
ambiente seja, ou aparente ser, abafado e desconfortável
aos olhos do público, espantando-o. Boutiques antigas
e panificadoras modernas são as campeãs nessa
categoria. Na ânsia de buscarem ser atraentes e moderninhas,
exageram nos spots e, para que ninguém morra sufocado
no seu interior, acabam sendo obrigadas a permanecer com metade
das lâmpadas instaladas apagadas o tempo todo.
4. Para que uma iluminação seja eficiente e
agradável, ela deve apresentar uma mistura equilibrada
de lâmpadas com tonalidades frias e quentes. Para a
iluminação geral, utilize lâmpadas com
tonalidade fria que consomem menos e iluminam áreas
maiores. Já para destacar e valorizar pontos específicos
e especiais, como os produtos expostos, vitrines, cartazes
ou as áreas de atendimento, utilize lâmpadas
com fachos pontuais e com tonalidade quente.
5. Mostre a iluminação. Esconda as lâmpadas.
As pessoas devem sentir os efeitos da iluminação,
porém de uma forma que não consigam ver as lâmpadas.
Caso não seja possível escondê-las, disponha-as
de um jeito que não ofusquem os olhos e, portanto,
não desviem a atenção do cliente.
6. A iluminação natural é fundamental.
Seja por meio de janelas, clarabóias ou jardim interno,
ela é capaz de tornar um ambiente sedutor e agradável.
Quando isso não for possível, deve-se buscar
uma iluminação que, mesmo sendo artificial,
como uma clarabóia, propicie uma atmosfera natural
ao ambiente.
7. Uma boa iluminação, assim como tudo na vida,
é uma questão de equilíbrio. Uma loja
ou um escritório não devem ser tão claros
a ponto de parecer um cassino de Las Vegas e nem tão
escuros quanto a caverna do Bin Laden. Avalie a iluminação
de seu ambiente de trabalho e tente encontrar um meio termo.
Este cuidado fará a diferença!
Luiz Renato Roble é designer e diretor de Criação
da DATAMAKER DESIGNERS.
www.datamaker.com.br |